quinta-feira, 28 de setembro de 2017

A vitória da extrema-direita na Alemanha é mais um sinal claro de que os humanistas estão perdendo espaço no mundo


Cena do filme "Bastardos Inglórios" de 2009 - Hitler
Pela primeira vez desde a Segunda Guerra mundial, a Alemanha terá deputados de um partido de direita nacionalista com uma plataforma anti-imigração. Embora pareça distante, o trágico resultado das eleições na Alemanha, que terá, pela primeira vez desde o fim da Segunda Guerra Mundial, representantes da extrema-direita no Parlamento, é mais um sinal claro de que os que defendem princípios humanistas estão perdendo espaço no mundo. E isso, certamente, afeta até mesmo os países periféricos como o Brasil, onde seus sintomas já podem ser observados por meio do crescimento das pré-candidaturas de candidatos fascistas e arrivistas.

A AfD foi fundada em 2013 como um partido de oposição aberta aos planos da União Europeia para resgatar a Grécia e salvar o euro. Entretanto, logo passou a destacar posições contrárias à entrada de imigrantes e à disseminação do islamismo no país em sua plataforma. Agora, tem deputados em 13 dos 16 parlamentos estaduais da Alemanha.

A AfD adotou algumas das críticas do Pegida ao establishment, como, por exemplo, o slogan "Lügenpresse" ("imprensa mentirosa"), que tem ecos da era nazista, mas que também poderia ser associada ao bordão “Fake News” do presidente dos EUA, Donald Trump. A AfD é particularmente forte em partes da antiga Alemanha Oriental comunista – ainda que as maiores concentrações de imigrantes não estejam nessas áreas.

O partido defende a reintrodução de controles permanentes das fronteiras do país e o "fechamento completo" das fronteiras externas da União Europeia (UE). Esta posição contradiz o acordo de Schengen – a zona de livre circulação da UE, onde os controles nas fronteiras entre os países europeus são geralmente mínimos.

Até que ponto a Alemanha será afetada pelo crescimento dos movimentos populistas de extrema direita que já se fazem presentes em outros países como a França, onde a Frente Nacional disputou o segundo turno da eleição presidencial em julho. No Brasil temos observado “valores” da ditadura militar – entre eles, a defesa da tortura, que é um crime contra a Humanidade, do nacionalismo e da não aceitação do pensamento divergente. Os indícios de que o discurso sectário vai se consolidando como preponderante no mundo é um péssimo sinal de que falhamos como seres humanos.



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