quinta-feira, 9 de novembro de 2017

O numero de concursos que teriam sido fraudados por investigados na Operação Gabarito sobe para 98.



O número de concursos que teriam sido fraudados pelos mais de 82 investigados na Operação Gabarito subiu para 98, segundo o balanço parcial da quarta fase da operação, que foi deflagrada há seis meses e prendeu 31 pessoas até esta terça-feira. “A gente acreditava que era uma organização que tinha fraudado de cinco a dez concursos nos últimos cinco anos, não tínhamos noção do tamanho dela”, revelou o delegado.

A ação desarticulou uma organização criminosa tratada como "empresa" pelos suspeitos envolvidos. Em quatro fases, foram 31 pessoas presas pela polícia, incluindo dois irmãos que são considerados os chefes da organização pela polícia. O grupo fraudou concursos em pelo menos 15 estados, aprovou mais de 500 pessoas e movimentou R$ 29 milhões em 12 anos de atuação.

Veja a lista de concursos que teriam sido fraudados pelos investigados na Operação Gabarito

  1. 2017 - Concurso do TRF 2ª Região - Consulplan
  2. 2017 - TRF Rio de Janeiro
  3. 2017 - Ministério Público da União
  4. 2017 - INSS
  5. 2017 - Enem 2017 - INEP
  6. (ano não identificado) Polícia Civil do Piauí
  7. (ano não identificado) Polícia Civil de Sergipe
  8. (ano não identificado) Governo do Estado do Piauí
  9. (ano não identificado) Agente Penitenciário do Ceará
  10. (ano não identificado) Bombeiro Militar do Piauí
  11. (ano não identificado) TRE - Roraima
  12. (ano não identificado) Auditor da Sefaz/AM
  13. (ano não identificado) Guarda vigilante de São José da Coroa Grande (PE)
  14. (ano não identificado) TRT 11ª Região - Amazonas
  15. (ano não identificado) TRT São Paulo
  16. (ano não identificado) TRT Mato Grosso do Sul
  17. (ano não identificado) TRF 4ª Região (Rio Grande do Sul)
Além dos 98 concursos públicos municipais, estaduais e federais onde foram identificados indícios de fraude pelos suspeito, o titular da Delegacia de Defraudações e Falsificações (DDF) de João Pessoa ainda disse que os criminosos já tinham uma agenda de concursos a serem fraudados em 2017 e 2018, incluindo o Enem 2017, cujas provas do primeiro dia foram aplicadas no domingo (5).
"Um dos chefes, em uma conversa com outro investigado, falou que tinha interesse em fraudar o Enem pra aprovar uma sobrinha. Com a prisão dos chefes, acredito que os integrantes que não foram presos não conseguiram dar andamento a ação, mas como houve pelo menos a intenção, colocamos o nome na lista dos concursos relacionados à organização", explica.

Os concursos teriam sido fraudados por um esquema criminoso que vendia um "kit completo de aprovação" por até 10 vezes o valor do salário pretendido para o cargo.
Fonte: g1.globo.com





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