sábado, 27 de janeiro de 2018

Professor adota bike como meio de transporte e pedala 12 km até universidade onde trabalha


As vantagens na saúde e na facilidade de se locomover até embasam as justificativas do professor Marcus Athaydes Liesenfeld por escolher a bicicleta como principal meio de transporte, mas a paixão pela magrela é o que o faz pedalar todos os dias 12 km entre a sua casa, no bairro Formoso em Cruzeiro do Sul, até o campus Floresta, da Universidade Federal do Acre (Ufac).

O professor é formado em biologia, com doutorado em ecologia de florestas. Pedalar sempre foi uma paixão desde moleque, como ele mesmo diz. Há 12 anos, ele chegou ao Acre para prestar concurso público e escolheu a segunda maior cidade do Acre para seguir a carreira acadêmica.

“Na Espanha tive o contato bem forte com a bicicleta como meio urbano, então realmente troquei o que poderia fazer de carro, ônibus ou metrô e preferia fazer de bicicleta. Quando voltei pra Cruzeiro do Sul, não tinha porquê deixá-la. Investi em uma bicicleta mais leve e me apaixonei também pelo ciclismo de estrada”, explica.

O professor diz ainda que se assustou com a quantidade de ladeiras que a cidade acreana possui, mas garante que já se habituou as elevações e diz que o trajeto entre sua casa e a universidade é plano. “Mas, tudo é questão de costume. Hoje eu tiro de letra as ladeiras”, brinca.

“Na aula de educação ambiental gosto de abordar exatamente isso: a vantagem de um transporte alternativo e como ele pode trazer também benefícios para a saúde, meio ambiente e também para o bolso, porque na nossa região esse é um motivo bem importante. É uma paixão, só por utilizar me satisfaz. Falo dessas vantagens, benefícios, mas utilizo porque gosto e não procuro justificar”, destaca.

O professor conta que consegue chegar cedo à universidade. Chegando, toma banho e consegue, inclusive, antecipar um pouco do trabalho.

“São trabalhos de esclarecimento, desenvolvimento para que aceitem as bicicletas no ambiente urbano e optem pelas bicicletas. A gente está trabalhando essa frente que é bem política, entendendo o plano de mobilidade urbana. Mostrando o movimento político com a bicicleta, de qualidade de vida, fecha um conjunto de termos muito interessante para se tratar com os alunos, tendo a bicicleta como um nó que liga entre si”, enfatiza.

E foi por conta disso que o professor apresentou um projeto para traçar um perfil dos ciclistas em Cruzeiro do Sul e com isso pedir que sejam implantadas ciclovias na cidade para facilitar o percurso de quem usa esse meio alternativo.

O ‘Bicicleta nos Planos’ faz parte da rede Bike Anjos, que é uma rede de ciclistas com mais de 6 mil integrantes em centenas de cidades do Brasil que promove o uso da bicicleta como opção de transporte. O projeto vai ser desenvolvido ao longo de nove meses.

A principal meta é mostrar que existe demanda de ciclistas e que é necessário a construção de ciclovia na segunda maior cidade do estado. “Meu sonho é ver uma ciclovia naquela estrada que dá acesso a três escolas e ao Campus da Ufac e Ifac. A construção de ciclovias é uma projeção nacional, que dá destaque na cidade”, afirma.

O projeto do professor da Ufac foi um dos nove aprovados para receber aporte financeiro para ajudar no decorrer da pesquisa. “Seja fazendo seminário, fazendo material didático ou fazendo pesquisa. O projeto de Cruzeiro do Sul chamou a atenção, pois visa fazer uma pesquisa que nunca foi feita antes”, finaliza.
Fonte: g1.globo.com/ac/cruzeiro-do-sul-regiao/


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