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Por que as escolas de educação infantil não contratam professores homens?

      
      
      Devido ao preconceito contra profissionais do sexo masculino, muitos homens com formação em pedagogia tem tido dificuldades em conseguir emprego na área considerada mais importante de sua formação, a educação infantil. As novas pesquisas mostram que no Brasil, a cada cinco professores da educação básica, só um é homem.
      Ano passado o site G1 da Globo publicou que pais criticavam contratação de homens nas escolas infantis de Barreto, segundo a reportagem a decisão do governo desagradou alguns pais, que questionavam a segurança das crianças, principalmente das meninas.
     Devido ao preconceito que os homens sofrem na educação básica a maioria dos professores do sexo masculino são encontrados em séries mais avançadas, onde geralmente se exige um professor para cada disciplina. O engraçado que as mesmas escolas que vendem uma metodologia de inovadora e progressista, que defendem uma educação baseada em valores de igualdade e respeito, são as primeiras a incentivar esse preconceito por não darem oportunidade a professores homens na educação infantil.
O Medo do Abuso 
     Muitos pais alegam que seus filhos pequenos estão mais seguros com mulheres, e essa é a justificativa alegada por muitas escolas ao dar preferencia a contratação de mulheres nas entrevistas de emprego. Mas de vez em quando vemos casos de professoras sendo flagradas através de uma câmera escondida (geralmente colocada por pais desconfiados) maltratando os pequenos alunos, as vezes gritando e agindo com violência. No inicio desse ano também vimos um caso de uma professora de creche no Rio de janeiro que aliciava crianças para pedofilia desde 2004. Assim podemos chegar a conclusão que o fato de ser uma mulher não dar essa garantia de 100% de segurança que muitos imaginam, até por que não é o sexo masculino ou feminino que define a qualidade e caráter de um profissional. 
Não é função do professor 
      Um fato que muitos confundem e por isso torna mais difícil ainda vencer esse preconceito é achar que tarefas realizadas por auxiliares e cuidadores são também funções atribuídas a professores, mas a verdade é que não é função do professor dar banho, levar ao banheiro, vestir ou trocar fraldas. 
      E para deixar isso bem claro as principais funções de um professor de educação infantil são participar da elaboração, execução e avaliação da proposta pedagógica da escola, ministrar aulas, aplicar provas ou atividades educativas; zelar pelo desenvolvimento integral das crianças, nos aspectos físico, psicológico e social; organizar e promover formas adequadas para a promoção das atividades de educação; avaliar, observando e registrando o desenvolvimento das crianças. 


     Esclarecer esse simples mau entendido já ajudaria muito, pois o maior medo dos pais é imaginar um homem despindo seus filhos.
A luta contra o preconceito continua
       A verdade é que esse preconceito com os homens na educação de crianças acontece no mundo inteiro, o The Guardiam na matéria Men battle prejudice in childcare (Homens combatem o preconceito ao cuidar de crianças) mostrou que homens que querem trabalhar com as crianças estão sendo retidos por mulheres sexistas, de acordo com um novo relatório. 
      A paternidade em casa tornou-se cada vez mais na moda, graças a modelos como o jogador de futebol David Beckham. Como resultado, um em cada quatro homens agora consideraram um trabalho em uma creche ou como uma "babá" para os filhos dos outros (assista o filme A creche do papai com Eddie Murphy), aumentando para quase quatro em cada 10 entre aqueles que são pais, na esteira da revolução que vem sendo chamada de 'New Dad'. 
     Uma pesquisa britânica para a caridade Daycare Trust, mostrou que 84 por cento dos pais iria deixar um homem cuidar de sua criança, no entanto, 57 por cento ainda relaciona pedófilos como a principal barreira para "childcarers" masculinos, ainda que nenhum homem tenha sido condenado por abuso sexual em uma creche. Mas ainda sete em cada 10 queria cuidadores mais masculinos, babás do sexo masculino estão se tornando cada vez mais popular, especialmente com mães solteiras que querem modelos masculinos para seus filhos. 
      Tudo indica que esse sempre vai ser um assunto polêmico, mas não existe nenhuma lei ou decreto que proíba a contratação de homens na educação infantil. Por isso assim como as mulheres lutaram, e ainda lutam, para vencer barreiras preconceituosas em profissões dominadas por homens, o mesmo ocorre com os homens na educação infantil. "Nós estamos vendo algum tipo de início de uma nova mudança cultural", disse Stephen Burke, diretor do Daycare Trust. "Agora o que precisamos fazer é apoiar ao máximo os homens que querem entrar nesta carreira."

Atenção: Essa matéria do nosso site é de 2016, não publique ela sem autorização do autor.




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