quinta-feira, 27 de julho de 2017

Universidade Federal do ABC terá cota para refugiados nos cursos de graduação



A Universidade Federal do ABC (UFABC) vai reservar, a partir do ano que vem, 12 vagas nos cursos de graduação aos alunos refugiados. A seleção será via Sistema de Seleção Unificada (Sisu), por isso os candidatos terão de fazer o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2018.

Entre as vagas reservadas, seis serão destinadas a refugiados ou solicitantes de refúgio de baixa renda. Não haverá distinção de nacionalidades, mas a reserva não contempla imigrantes.
Para se matricular, o aluno aprovado terá de apresentar documentação emitida pelo Comitê Nacional para os Refugiados (CONARE), além do comprovante de conclusão do ensino médio ou de formação equivalente.

Serão reservadas oito vagas para o curso de bacharelado em ciência e tecnologia, sendo quatro no campus de Santo André e quatro em São Bernardo. As outras quatro vagas são para o bacharelado em ciências humanas que é oferecido em São Bernardo.

José Blanes Sala, professor de relações internacionais, diz que havia um clima propício na universidade para a criação das cotas, já que o tema refugiado está bem presente, seja em disciplinas ou nas pesquisas acadêmicas. “Também há uma certa de pressão dos reitores das federais para aceitar refugiados para os cursos.” Sala aposta numa boa procura e garante que a universidade vai oferecer uma bolsa para garantir a permanência dos contemplados.

A medida foi aprovada na reunião do Conselho Universitário na semana passada, e ainda precisa de uma publicação interna para entrar em vigor. No último Sisu, a UFABC ofereceu 1.960 vagas nos dois bacharelados interdisciplinares. Metade das vagas era para candidatos de ampla concorrência, e metade para alunos de escolas públicas, incluindo os autodeclarados pretos, pardos e indígenas).

A instituição pioneira em oferecer vagas específicas para os candidatos refugiados é a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) que desde 2009 já recebeu 21 alunos para os cursos de graduação. Destes, três desistiram, cinco se formaram e 13 estão estudando. A maior procura é pelo curso de medicina, seguido pelas engenharias. A maior parte dos refugiados veio da Colômbia, em segundo lugar está a Angola, e em terceiro, o Congo.

Outras instituições públicas de ensino superior como a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Universidade Federal do Triangulo Mineiro (UFTM) e a Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) também oferecem seleções específicas para refugiados.


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