terça-feira, 11 de setembro de 2018

Mulheres têm mais diplomas, mas menos empregos e salários menores, diz OCDE


O número de mulheres que obtêm um diploma do ensino superior segue em alta e é maior que o de homens nos países da OCDE - mas elas continuam tendo uma participação menor no mercado de trabalho, segundo a organização. Fazem parte da OCDE 36 países, em sua maioria desenvolvidos – o Brasil não está entre eles.

Segundo o estudo "Panorama da educação 2018", divulgado nesta terça-feira (11), em 2017 50% das mulheres entre 25 e 34 anos, entre esses países, possuíam um diploma universitário, contra 38% dos homens. Essa diferença, inclusive, vem aumentando, destaca a organização. Em 2007, 38% das mulheres tinham formação universitária, ante 30% dos homens.

Apesar de liderar em formação, as mulheres seguem penalizadas no mercado de trabalho: a OCDE estima que 80% das diplomadas trabalhem, enquanto entre os homens esse percentual é de 89%. Além disso, essas mulheres ganham, em média, 26% menos que seus pares masculinos.

Segundo o estudo, essa disparidade também pode ser resultado da maior probabilidade entre as mulheres de "passar por períodos de inatividade ou de desemprego, que podem retardar aumentos de salário".

No Brasil, 20% das mulheres entre 25 e 34 anos tinham diploma de ensino superior em 2017, enquanto entre os homens esse percneutal era de 14%. A diferença também cresceu em relação a 2007, quando as taxas eram de 12% e 8% entre mulheres e homens, respectivamente.

Por aqui, as mulheres também são penalizadas no mercado de trabalho: entre as que têm diploma superior, 83% estavam empregadas, enquanto entre os homens esse percentual era de 91%. A diferença salarial também se mostrou alta: em média, as mulheres com diploma superior tinham rendimento 35% inferior ao dos seus pares masculinos.


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